Friday, November 22, 2013

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foto retirada de www.olhares.pt (link do autor)

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coração
cidade triste
aonde habita
a tua infância
fértil
e os sonhos
de um outrora
inconscientemente
feliz

céu espesso
de silêncio

talisca de luz
pendente
do teu olhar

sorriso
sírial
que em ti
não pode
porque é cedo
demais
mas a fome
não espera

palavra
que não temos

sombra (in)confidente
de nós

pensares irmãos
que se não confrontam

embalo submisso
à vontade
dos que
amando-te
subjugam
a verdade
rude
do teu corpo

cansado
de calar

espelho-medo
da necessidade
ímpia
de querer-te
aqui

perto de nós

desamor
pela dor
que não termina

cais triste
e alegre
de onde
partirás
em breve
rumo a
outros
sóis

manhã
azul

luz
sempre
clara
que é
ao fundo
do desejo
de ir

ir